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Depressão não é frescura!

By : Janaína Pupo



"Meu nome é Cláudio, namorei Stella durante três anos e estamos casados há um ano. Stella é uma mulher linda, não importando se está gorda ou magra. Digo isto porque a conheci magra e depois do primeiro ano de namoro, ela engordou 18 quilos e continuou linda, é linda até hoje. Só que, depois que casamos, ela estava se dedicando ao mestrado e deixou o emprego. Está desempregada e há seis meses, minha mulher não é a mesma. Ela deixou a vaidade toda de lado, não se importa com a bagunça da casa, passa o dia todo de camisola, come compulsivamente e do nada, ela chora. Ela diz que a casa parece vazia, estranha. Diz se sentir sozinha e fico desesperado, não posso deixar meu emprego, não tenho como ficar ao lado dela 24 horas. Ela queria voltar a trabalhar, dei apoio, mas hoje, ela diz não ter coragem. Nas crises de choro, quando estou presente, sempre dou colo, tento conversar, mas me preocupo mais em ser carinhoso. Só que depois que ela para de chorar, fica agressiva com as palavras, não me quer por perto, me rejeita. Trago presente pra ela toda semana, chego do trabalho e preparo o jantar pra nós, tento estar todo o tempo que me sobra junto dela, morro de desejo por ela, mas não forço, digo todos os dias o quanto ela é perfeita, mas ela nunca está feliz e eu preciso fazer minha mulher feliz! A amo demais, Jana, meus colegas falam que sou novo, bonitão, que não tenho filhos ainda, que deveria pular fora deste barco, mas como? Não tenho coragem de fazer isso jamais com a Stella, afinal, ela me proporcionou os melhores momentos da minha vida e não lhe darei as costas agora, que ela parece não estar bem. Só tenho medo dela não me amar mais e não sei pra quem pedir ajuda. Não quero envolver a família dela, os pais dela me adoram e como eu não consigo fazer a filha deles feliz? o que eu faço? Me ajuda, por favor!"

Cláudio, querido, você existe mesmo?

Gato, estou avaliando seu e-mail somente, não conheço sua esposa, mas pelos "sintomas" que você descreveu, sua gata pode estar num quadro depressivo ou "depressão pós casamento".

Tá, existem sim mulheres, aliás, muitas, que depois que casam, se transformam em "trapos", mas geralmente, essas, já apresentam alguns "comportamentos de ralaxos" mesmo durante o namoro. Tipo, pega uma liberdadezinha e já não escova os dentes quando vai passar o final de semana na casa do bofe, ou se trancam num quarto na sexta e trepam loucamente durante três dias e nada de banho, água, sabão no corpitcho. Eu não classifico isso como excesso de tesão, tipo, "ah, quero aproveitar o momento, tomo banho depois". Paaaaaraaaa! Vão trepar debaixo do chuveiro, oras, mas lava com vontade "as partes que cheiram mal", porra!

Tem aquela que vive com as roupa do marido, moletom, camiseta de partido político ou do pesque pague ou daquela viagem que vocês fizeram a Salvador. Amiga, só é sexy ver a mulher com a roupa do homem naqueles filmes eróticos, sabe? Que a "santa que vira tigresa" coloca a camisa branca do cara, deixa uns botões abertos, pega uma xícara de café e senta sobre a mesa do escritório dele, tipo, "me possua de novo depois desse café". Pois bem, no dia a dia, a realidade é outra.

Cláudio, sua mulher não me parece "o relaxo em pessoa", eu ainda insisto na depressão. Isso dela dizer que sente a casa vazia, de se sentir sozinha, são características da tal "depressão pós casamento". É uma casa nova e ainda vazia de significados. Poucas coisas aconteceram nessa casa, é, parece estranha. É como se você estivesse fora do ninho. E aí, ela fica sozinha em um lugar que não parece o seu lar, não tem ainda o mesmo calor, nem o teu jeito, dá uma certa angústia e, as vezes, até vontade de voltar para o ninho.
Super normal acontecer isso, mas passa, acredite.

Só que, sua esposa, Cláudio, me parece estar com depressão e ponto. Se é pós casamento, pós qualquer coisa, eu não sei, afinal, não sou especialista.
Já tive depressão e olha, não desejo nem pra um cone! Você perde a graça por tudo e por todos, perde o objetivo, sente tristeza e vazio o tempo todo, chora por qualquer coisa, até se o frango estiver na promoção. E sabe o que é desesperador? A pessoa doente, não aceita que está doente. Sim, depressão é uma doença.
Na época, meu namorado dizia que eu precisava de ajuda de um psicólogo ou de repente, tomar algum medicamento, e eu tinha vontade de dar uma voadora no coitado. Só que ele, meus pais e irmãos, não desistiram de mim. Fui fazer tratamento forçada, lembro que na primeira sessão, minha vontade era de dar um mortal na psicóloga, mas depois... uffa, que maravilha!

Você parece ser um ótimo marido, amante e companheiro e não desista da sua mulher. Bora lá, é hora de ter aquela conversa séria com ela, fale tudo isso que você escreveu no e-mail, deixando sempre explícito, que você estará ao lado dela. Se ela achar que você está pirando ou não aceitar, seria bom você conversar com os pais dela, em particular, explicar o que está acontecendo. É importante ela ter a atenção deles agora. Se for depressão, ela precisa de ajuda, precisa de tratamento.

Não te conheço, Cláudio, mas se você for desse jeitinho que escreveu, tenho certeza que logo seu casamento estará 100% de novo e sua amada, renovada, linda!
Não deixe de elogiar, de dizer o quanto ama, de estar presente... isso é muito importante, TODA mulher gosta de ser cuidada, amada, aliás, não só as mulheres, mas sim, todos ou a maioria!

Tem gente que trata depressão como frescura. Quem dera fosse frescura!
A maldita vem e te pega do nada, mór cilada!

Viver com alguém que sofre de depressão, realmente é uma tarefa daquelas pancadonas, pesadas, nada fácil. Você tem que ter em mente que, não é uma questão da sua esposa "querer sair dessa", se for depressão, ela está doente. Você parece paciente e isso é ótimo. Converse e mostre a ela, as coisas boas que já aconteceu em sua vida, entre vocês, mostre as coisas positivas. A pessoa depressiva, costuma enxergar tudo "azedo", tudo negativo, tudo ruim.





Procure sobre essa doença, Cláudio e você saberá lidar melhor com a sua esposa. Mas já lhe adianto que, a culpa dela estar doente não é sua! Não é de ninguém! Você não pode salvar a vida dela, mas pode encorajá-la diariamente a procurar ajuda.


"Tristeza é um fenômeno normal que faz parte da vida psicológica de todos nós. Depressão é um estado patológico. Existem diferenças bem demarcadas entre uma e outra. A tristeza tem duração limitada, enquanto a depressão costuma afetar a pessoa por mais de 15 dias. Podemos estar tristes porque alguma coisa negativa aconteceu em nossas vidas, mas isso não nos impede de reagir com alegria se algum estímulo agradável surgir. Além disso, a depressão provoca sintomas como desânimo e falta de interesse por qualquer atividade. É um transtorno que pode vir acompanhado ou não do sentimento de tristeza e prejudica o funcionamento psicológico, social e de trabalho. " Fonte aqui.


Boa sorte, Cláudio, parabéns pela atitude e espero que você volte para nos dar boas notícias =)

Boa semana, gente gostosa
Jana Pupo

A paixão me pegou, estou ridícula.

By : Janaína Pupo


Oi, gente linda, tudo bom? Posso falar "daminhaintimidade"? Não? Então clica alí no "xix" a sua direita, porque vou falar assim mesmo ;)

Quem me conhece, amigos, colegas e até mesmo meus leitores fiéis, sabe que não curto muito a frase "fazer amor". Sempre achei muito mais excitante ouvir ou dizer: - vamos trepar, transar, foder... putarias do gênero etecetera e tal.
"Ah, vamos fazer amor". Nossa, me brocha(va), parecia coisa de casal bege, sabe? Daqueles que ficam super satisfeitos com um papai e mamãe (dos cansados).

E aí, bonitos e bonitas, que titia Jana, depois dos trinta, foi descobrir que está na fase ridícula (que ela achava) do "fazer amor, ser amada, divada, idolatrada". Não quero ser "comida, fodida, devorada", quero ser saboreada. Mas não o tempo todo, ao menos no começo do vuco-vuco e no fim. No meio, a gente inclui todas as sacanagens que adoramos (uiii, delícia).



Aí, com a experiência de vida, DA MINHA VIDA, logo saquei que estou apaixonada.
A paixão me deixa assim, cretina, sem juízo (digo, com menos juízo). E não é só paixão, sabe? Porque eu vivo com o bofe há tempos, o conheço muuuuito bem, o amo mais que dinheiro, mas a paixão estava lá, descansando e acordou de novo. Paixão e encanto + amor = tô feliz! É bão demais se apaixonar várias vezes pela mesma pessoa (e ser correspondida(o), óbvio)

Só que deixa eu confessar uma outra coisa pra vocês: a tal felicidade, que desejo sempre à todos, quando chega invadindo assim a minha vida, me causa um pouco de receio. Talvez por eu ser desconfiada com tudo, fico com o pé atrás, tipo, só esperando algo ruim acontecer. Quem tem cu, tem medo, né não? Mas não vai acontecer nenhuma tragédia, porra, para com isso, Janaína, sua louca!

É uma paixão "controlada", pois não me tira o sono, não me dá siricutico, insegurança de perder o bofe ou dele deixar de me amar, não sinto vontade de fazer loucuras, cortar os pulsos com faquinha de pão pullman, blá blá blá, nada disso. É uma paixão arretada de boa, quente, bem quente, quase fervendo, mas sem correr o risco de "derramar".

Aliás, dia desses comentei com um amigo, sobre o quanto diminui na comida, que até parece que fiz redução de estômago "espiritual", que alguém deve ter roubado um pedaço significativo do meu estômago enquanto eu dormia, porque nunca comi tão pouco.
Desde Outubro de 2013 que a "gula" me deixou. E aí, comentei que, eu estava muito lotada, cheia, quase vazando, DE AMOR e que talvez, por isto, não tinha espaço pra comida, senão né, vou explodir!

E ele concordou, sim, meus amigos são tudo lindos rsrsrs e disse que muito provável, eu esteja bem resolvida emocionalmente, sentimentalmente e, por isto, muito menos ansiosa, não sinto vontade de descontar na comida. Pois bem, ele tá é certo!


Não, gente. Minha vida não é cor de rosa, muito menos fácil e menos ainda "comum". E acho que isso que tem me feito tão bem, "o diferente". Detesto a mesmice.

Ahãn, mas pra que dividir isso no blog, Jana?
Porque eu quis, senti vontade, não posso? Ou só posso contar história triste, benhê, ou histórias alheias?

"Escuta: eu te deixo ser, deixa-me ser então."
Clarice Lispector

Tá, parei, mas a verdade é que eu fico ridícula apaixonada.
Quem mais?

Beijos e boa semana, delícias!
Jana Pupo.

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jana.pupo@yahoo.com.br

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